Pular para o conteúdo principal

Os Vingadores

Ah, a alegria de ver tantos heróis em um só filme!
Quando Loki é enviado à Terra para roubar a fonte da força para viajar entre os mundos, chamada Tesseract, para uma raça de seres malignos em troca de um exército para dominar o planeta, a S.H.I.E.L.D. precisa reunir as forças de seus super-heróis para salvar o planeta da escravidão.
Em outras palavras, quando Loki decide parar de atormentar só o irmãozinho Thor e invadir o terreno de outros super-heróis, dá nisso aí, um dos melhores filmes do gênero já feitos.

Na verdade, se for parar pra pensar, irritar o Thor ainda é a pauta na agenda do Loki. Afinal, pra que dominar logo a Terra com tantos outros mundos interessantes por aí? Porque vai irritar o Thor!

Já tínhamos sido apresentados ao Tesseract na aventura solo do Capitão América. E dessa vez é Loki que coloca suas belas mãos na fonte inesgotável de poder que o cubo provém.

Cada qual dos heróis precisa lidar com seus problemas pessoais e suas vaidades antes de poderem se unir contra o mal maior.
O interessante é realmente essa parte deles tentando se entender. Cada um tem sua história de fundo, alguns têm dramas pessoais que os outros não têm como se solidarizar, como o Capitão América tentando entender o que é acordar tantos anos depois de que toda a realidade em que ele vivia se foi, e o Thor, tendo que ver o irmão que ele tanto ama novamente sendo a fonte de dor e destruição na terra que ele se propôs a defender. Não sei se dá pra incluir a Viúva Negra sentindo falta do Arqueiro ou se era só "de mentirinha" mesmo. (Sério, nem me desculpo por não estar prestando muita atenção na Scarlett Johansson.)

"Scared of a little lightning?" "I'm not overly fond of what follows."
O filme tem cenas muuuuito boas e diálogos engraçados, não é só pancadaria e explosões, é isso que faz toda a diferença nesses filmes. E, também, citando novamente as diferentes personalidades dos heróis, temos momentos ternos ou mais de heroísmo mesmo, e temos o Tony Stark e sua língua afiada. Metade das cenas mais engraçadas incluem o Homem-de-Ferro.

"Doth thy mother know you weareth her drapes?"
Fiz uma pequena maratona com os filmes solo dos heróis antes de ver esse e admito que, apesar de serem até legais, o único que eu realmente adorei foi Thor, e acho que isso muito se deve à direção do Kenneth Branagh, alguém sem experiência nesse tipo de cinema mas que deu bastante certo. No caso de Os Vingadores, o filme foi dirigido por um veterano da fantasia e ficção científica, Joss Whedon, que se saiu muito bem no seu maior projeto até agora.

Dentre os "heróis", o que se sobressai é quem ainda não tinha ganho um filme solo com o ator atual: o Hulk, ou melhor dizendo, o Bruce Banner de Mark Ruffalo é um cara calmo, zen, na dele, sempre se esforçando ao máximo pra não acordar "o outro". Das atuações do filme, com certeza é a melhor. Lógico, Robert Downey Jr. com seu Homem-de-Ferro vem logo em seguida. É como se a personagem tivesse sido feita sob medida pra ele! Porém, contudo, todavia, entretanto, não escondo que o meu preferido não é um dos heróis mas, como definiu o próprio Tom Hiddleston, o cara que mantém as coisas interessantes, Loki. Admitidamente, achei que ele estava melhor em Thor, não sei se foi pela atuação do Tom, que talvez estivesse melhor naquele filme ou se porque aquele Loki atuava sozinho ou tinha um conflito interno mais evidente, mas, ainda assim, esteve ótimo e teve cenas muito boas. E enquanto quase todo mundo achava o máximo o pau que o Hulk dava nele, eu só pensava "aw, não não não! tira as patas do Loki!".

Nem precisa mandar ajoelhar, senhor deus da travessura!

Ficha técnica
Título original: Marvel's The Avengers
Ano de lançamento: 2012
Direção: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Super 8

Ah, minha infância revisitada! Em 1979, um grupo de crianças, na tentativa de gravar cenas para um filme, presenciam a colisão de um trem com uma caminhonete e logo percebem não estarem diante de um simples acidente, especialmente após o exército se envolver e coisas inexplicáveis começarem a acontecer pela cidade. É difícil falar do filme sem deixar o lado pessoal se envolver, vi com olhos de quem estava revendo algo querido, pois relembra muito (e intencionalmente) os filmes feitos nos anos 80 direcionados ao público jovem. Mas vou tentar não dizer que é ótimo baseada só nisso. Na verdade, não é um filme perfeito, talvez nem ótimo, mas está acima da média. A história não é nova, óbvio, mas tem a sua originalidade, e as atuações estão boas. O filme gira em torno das crianças e quase só elas têm vez, e duas delas se destacam, tornado-se as protagonistas: Joe e Alice, personagens vividas por Joel Courtney e Elle Fanning. Não consegui ver o filme sem associar aos Goonies ...

Contra o Tempo

Pesquisando uma lista dos 50 melhores filmes de 2011 listados por esse site , escolhi alguns dos indicados por eles para ver. O eleito para ser o primeiro foi Contra o Tempo , pelo simples fato de ter Jake Gyllenhaal. Pronto, falei. O soldado Colter Stevens acorda desorientado em um trem, acompanhado de uma mulher que ele não conhece e que afirma que ele é outra pessoa. Oito minutos depois ele acorda em outro local, onde é informado que faz parte de um projeto para descobrir quem é o culpado por um atentado à bomba no trem em que viajava. Confesso que no começo achei meio difícil de acompanhar, não estava entendendo muito (mas isso deve ser um pouco porque insisto em ver os filmes em inglês, sem legenda), mas com o passar do tempo o filme vai clareando e dá pra entender, mesmo que seja, realmente, complicado e, lógico, irreal. Gostei da ideia das duas realidades, dois 8 minutos. Tinha horas em que pensava que aquilo que era pra ser o real poderia ser a realidade alternativa....